A chave para a entrada da glicose nas células é a insulina, hormônio que mantém em equilíbrio a glicemia o nível de açúcar no sangue. Os alimentos podem conter baixo ou alto índice glicêmico. No primeiro caso, os níveis de açúcar em circulação se mantêm estáveis. Já no segundo é fácil deduzir há picos da substância na corrente sangüínea.
Mais do que a quantidade de açúcar em uma comida, o índice glicêmico revela a velocidade com que esse nutriente será absorvido. O comportamento de um alimento durante a digestão é o que define o resultado de IG. A presença de fibras, o cozimento e até mesmo o solo onde o vegetal foi cultivado também ajudam a fixar esse valor. Alguns trabalhos sugerem que quanto menos o feijão é cozido, menor é o seu índice glicêmico.
Quanto mais quebrada a célula, mais fácil é a absorção e, conseqüentemente, a glicemia sobe com maior velocidade. Quando ocorre uma verdadeira guinada de glicose em circulação, cresce a necessidade de insulina, já que é ela que bota todo esse açúcar para dentro das células. É um hormônio que tem estreita relação com o ganho de peso. Se há muitos picos de insulina, aumentam os depósitos de gordura abdominal. Muito mais do que acabar com a boa forma, esse acúmulo na região da cintura pode ser ainda o estopim para uma verdadeira bagunça metabólica.
Não faltam trabalhos indicando que um cardápio lotado de comida de alto IG pode contribuir para o aumento da sua versão ruim, o LDL. Por outro lado, se o menu está mais para baixo IG, o peito agradece. Há evidências de que o baixo índice glicêmico contribui para o aumento de HDL, o bom colesterol. Assim, sobram razões para concluir que controlar o IG é importante para proteger o coração. Um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama) mostra até mesmo a relação entre baixo IG e queda na pressão arterial.
E, já que o sobe-e-desce da glicemia obriga o pâncreas, encarregado de despejar a insulina, a viver numa montanha-russa, qualquer falha nesse processo pode dar origem ao diabete. Nesse caso o do tipo 2. Poupar o pâncreas de trabalho exaustivo é, sem dúvida, um passo para a prevenção dessa doença.
Mais que 70: Alimentos de IG alto são os que ultrapassam esse valor. Eles não precisam ser varridos do cardápio, mas vale certa parcimônia no consumo
Menor que 55: Abaixo dessa medida, os alimentos são considerados de baixo IG. Incluir ao menos uma porção deles em cada refeição é a dica para aumentar a saciedade
Os alimentos desse grupo, como o pão de forma comum e o arroz branco, fazem o açúcar entrar depressa no corpo. Só que ele também sai rapidinho. O pâncreas, então, é obrigado a produzir muita insulina de uma só vez. Em excesso, o hormônio diminui o nível de glicose. Daí a fome aparece antes da hora.
Índice Baixo
O pão de centeio e o feijão estão nesse grupo. Ricos em fibras, retardam a absorção de açúcar e provocam uma resposta glicêmica gradual. Dessa forma, garantem mais saciedade e ajudam a manter a silhueta.
Quer baixar o ig de sua dieta?
É só adotar alguns truques espertos que ensinamos aqui
Prefira alimentos ricos em fibras solúveis. Além de permanecerem mais tempo no intestino delgado, o que torna a digestão mais demorada, eles dificultam a absorção de carboidratos. Aveia, feijão e lentilha são suas melhores fontes.
Inclua limão ou vinagre no preparo das receitas. A acidez interfere no esvaziamento do estômago e torna a digestão mais lenta. Vinte mililitros de vinagre equivalem a 1 colher e meia de sopa e reduzem em até 30% os níveis de glicose.
Nos intervalos das principais refeições, coma uma fruta junto de uma fonte de proteína, como o iogurte. A banana, por exemplo, tem índice glicêmico médio, que você contrabalança com o alimento protéico.
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